15 de maio de 2012

Carta ao Pai [!]


Rio de Janeiro, 15 de maio de 2012.

Pai,
Hoje faz frio lá fora e posso sentir alguns pingos caindo das nuvens. Nesse momento, em meio a esse céu acinzentado, te ouvi, mais uma vez, falando comigo.
Quando é que eu vou entender algo que é tão simples? Se existe algo ou alguém ao qual/a quem eu necessite ter comigo mais do que até mesmo o ar que corre em meus pulmões, este algo/alguém és tu. É tão bobo e tão óbvio, que eu acabo me perdendo dessa verdade e insisto em prender minha atenção em coisas/pessoas secundárias, coisas/pessoas essas que, jamais poderão trazer pra dentro de mim aquilo que eu sinto somente quando estou contigo. A minha vivacidade, o meu brilho, a minha paz eu os ganho, quando tu me concedes no momento da nossa conversa gostosa no fim de tarde.
Hoje te ouvi dizer que, assim como a terra que está seca lá fora precisa dos pinguinhos da chuva para não morrer, assim também sou eu. Totalmente dependente do meu Pai.
Mas que eu entenda algo, sei que tu me dizes tudo isso não com a intenção de me afastar das minhas amizades, dos meus afazeres do dia-a-dia, não! Sei que tudo o que eu tenho veio desse seu amor por mim. Tudo é bendito. Tudo é pra contribuir para que eu me sinta mais viva neste lugar. O que tu queres de mim é ser a minha prioridade. É ser reconhecido como aquele a quem devo ser grata simplesmente pelo fato de existir, pelo fato de ser. E que eu aprenda, de uma vez por todas, com tudo o que o tu me revelastes nessa terça-feira cinza e feia, que eu ainda continuo podendo sorrir e que não preciso mais ser escrava das minhas decepções e frustrações.
Certa vez conheci um Pai que me prometeu que jamais, ainda que meus pais me rejeitassem, JAMAIS ele me deixaria só. E é nessa promessa que eu desejo basear os meus dias de vida que me restam viver por aqui.
Obrigada Pai, por ser tão presente e constante nos meus dias.
Te amo!

Sua filhota.

*



Monique Campos 

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