27 de dezembro de 2013

O coração que eu quero [!]



Quando seguir a Cristo exigir renúncias na sua vida, você ainda vai estar do lado dEle?
Escrever esse texto pra mim, particularmente, está sendo um grande desafio. Um grande desafio de fé, pois, uma coisa é você ler na Bíblia sobre o sacrifício que Abraão teve que fazer ao entregar seu filho tão esperado e amado à Deus, ou ler sobre o jovem rico que foi convidado por Jesus a deixar de lado todas as suas riquezas nesta Terra, para segui-lo ... e outra coisa bem diferente, é quando esse personagem passa a ser você, quando Deus fala particularmente contigo, chamando você por todas as letras do seu nome. Esse tem sido meu grande desafio de fé. Enquanto cá estou eu vivendo e sonhando coisas, me apegando à pessoas, me envolvendo como se não houvesse amanhã em planos feitos por mim mesma, me doando, me enganando talvez, Deus vem, cuidadosamente, imagino eu, com toda cautela e preocupação em me trazer de volta à realidade que Ele tem pra mim, e me pede essas coisas, essas pessoas e até esses sonhos que enfiei no coração e costurei bem costurado para não perde-los. E aí pronto, o tempo fecha, meu chão se abre, tudo o que eu achava ter em meu controle desaparece do dia pra noite e lá estou eu, cega e nua, do mesmo jeito em que vim ao mundo. Eu, pó, e Deus, Criador onisciente a quem tudo conhece, inclusive o melhor pra mim. A história da minha vida. Ora conquistando, ora perdendo. Ora abestalhada e experimentando o êxtase de ter, ora destroçada pela dor da perda. Idas e vindas, conceitos feitos, desfeitos e refeitos, vaso que não cansa de estar nas mãos do Eterno oleiro...eu. No final, depois de tantas chegadas e saídas, de teres e perderes, no final sempre sobram apenas eu e Deus. E é quando eu me ajoelho diante Dele e pergunto: -Por que? Segundos depois, eu mesma me dou conta de que a pergunta feita é inútil...Afinal, não importa tanto o tal do "por que" ... importa que tudo  isso contribua para que eu me torne mais parecida, no caráter, no coração, nos desejos mais profundos, com o Cristo à quem ouso dizer que sigo. Se esse Cristo, ao longo de toda sua vida nessa Terra, viveu abrindo mão e se negando a Si mesmo, por amor de algo que julgava ser maior do que qualquer outro desejo humano, diga-se de passagem, a vontade do seu Pai, então por que haveria de ser diferente comigo, que, repito mais uma vez, ouso dizer que sou sua seguidora? Então novamente eu pergunto pra mim, primeiramente, depois pra você: Quando seguir a Cristo exigir renúncias na sua vida, você ainda vai estar do lado dEle? Bem, to vendo que mentir pra mim mesma até pode ser, mas mentir pro meu Pai Eterno, aquele que me criou e que me conhece bem mais do que eu mesma me conheço, é tarefa impossível. A questão é que mais cedo ou mais tarde a gente vai estar de cara com Ele e Ele nos permitirá ver [que não seja por meio de mais perdas, desejo eu] onde está de fato o nosso coração. Mais cedo ou mais tarde Ele vai nos fazer o mesmo convite que fez àquele jovem rico, de abandonarmos algumas coisas pelo caminho, coisas que valem menos do que o valor que atribuímos a elas, para segui-lo e eu oro pra que tenhamos a coragem de dar à Ele a resposta mais sensata, a resposta reveladora de um coração que não está apegado à esse transitório mundo, mas que está desejoso e preocupado em simplesmente viver realmente a vontade do nosso Deus, o Pai, ainda nessa vida, ainda aqui. Eu oro pra que Deus me dê o coração de Abraão ao invés do coração do jovem rico. Amém!

por Monique Campos

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