19 de outubro de 2016

Resiliência, Alegria e Street Fighter

A palavra da moda hoje é resiliência. O amigo wikipedia diz  que “resiliência é a capacidade de o indivíduo lidar com problemas, superar obstáculos ou resistir à pressão de situações adversas - choque, estresse etc. - sem entrar em surto psicológico, dando condições para enfrentar e superar adversidades. Nas organizações, a resiliência se trata de uma tomada de decisão quando alguém se depara com um contexto entre a tensão do ambiente e a vontade de vencer. Essas decisões propiciam forças na pessoa para enfrentar a adversidade.” Tal palavra me fez lembrar de Paulo de Tarso quando este nos ensina sobre o que é ser alegre. E é justamente sobre a alegria que quero escrever hoje.
Não sei se todos sabem, mas, embora possam parecer palavras sinônimas, existe uma diferença grande entre alegria e felicidade. A felicidade tem a ver com os nossos momentos de euforia. Por exemplo, se o indivíduo consegue ser aprovado numa prova de concurso para a qual este havia passado anos se dedicando, ele, devido àquela circunstancia específica, ficou feliz. Amanhã toda a euforia terá passado e ele não estará mais tão feliz. Foi um momento. Por outro lado, ao falarmos de alegria, esta não está diretamente ligada à um momento de euforia. Como assim? Podemos estar alegres mesmo passando por uma fase meio dark em nossas vidas. Exemplo, eu estudo muito pra aquele concurso e quando sai o resultado vejo que não passei. Tô feliz e saltitante? Claro que não, mas mesmo em meio a esse momento desfavorável, posso ter paz no meu coração e pensar que “ok, tudo bem. Apesar de não ter conseguido passar agora, sei que posso continuar vivendo e tentando outras vezes até passar...e se não passar nunca também ok, pois entendo que minha vida não precisa ser ditada pelas circunstancias que me cercam e isso não me faz alguém menos valorozo”.
O cristão precisa entender que Deus, o Pai, não existe pra livra-lo das suas frustrações e tribulações da vida. Não! Acontece que Deus não vai livrar você da fase bad justamente porque Ele sabe que você precisa passar por ela. ‘Mas por que eu preciso passar pela bad?’ Pra aprender a perseverar, pra aprender a ser resiliente e então, só assim, amadurecer na vida.
O que Tiago nos diz a respeito disso é lindo e libertador. Prestem bem atenção Moniques que leem esse texto:
Amigos, quando lutas e aflições os atingirem em cheio, saibam que isso é um presente especial. Vocês verão como a será fortalecida e como terão forças para continuar até o fim. Por isso, não desistam facilmente. Essa perseverança os ajudará a amadurecer e a desenvolver plenamente o caráter de vocês.” Tg 1.2-4 versão A Mensagem
Tudo dependerá da maneira com que nós iremos olhar para as nossas circunstancias. Temos dois caminhos: 1- olhar pra bad e achar que teu Pai não te ama mais e que está te castigando por algo; ou 2- olhar pra bad e enxerga-la como um grande presente que chegou com o único proposito de te aperfeiçoar, de aperfeiçoar tua fé, pois, afinal, a única coisa de valor que nos restará no fim desse mundo é o tanto de fé que guardamos em nós.
Sei quanto vocês se sentem bem com isso, ainda que nesse meio-tempo tenham de enfrentar todo tipo de provação. O ouro puro passado pelo fogo sai comprovadamente puro; a fé genuína que passa pelo sofrimento sai comprovadamente genuína. Quando Jesus consumar tudo, será a fé que vocês têm, não o ouro, que Deus vai apresentar como prova da vitória dele.1 Pd 1.6,7

É simples, basta pensar num jogo de videogame. Quando tu jogava os Street Fighter da vida, sempre aparecia em algum canto da tela o tua Life, certo? Aquele tubinho que indicava o tanto de vida você tinha no jogo. Pois bem, pense nessa Life como sendo a sua quantidade de fé. É justamente assim que vai ser com a gente. Como cristã, creio na volta do Cristo que virá buscar a Sua Igreja (com I maiúsculo). Quando Ele vier e me chamar, Ele vai querer olhar a minha Life no grande jogo da vida. Se estiver azul é porque lutei o bom combate e consegui guardar a minha fé; se estiver vermelha lá no final, significa que me deixei levar pelas circunstâncias da vida e perdi o que de mais valioso eu podia ter: minha fé.
A comparação foi bem tosca, mas a verdade que contém nela é bem real e profunda. Onde está o nosso coração? Quem tem ditado as regras das nossas vidas? Temos controlado as coisas/circunstâncias ou as coisas/circunstâncias que tem nos controlado? E a nossa fé no meio de todo esse caos? Tem sido bem cuidada ou já está no “vermelho”? Temos tido a alegria de Paulo em meio às situações desfavoráveis?
Que esse pequena reflexão seja luz pra sua vida assim como foi pra minha.

No amor do Cristo,

Monique Campos


18 de outubro de 2016

O amor que eu quero


O amor é a principal virtude. O amor é o maior mandamento de Deus. O primeiro, amar a Deus de todo o coração e entendimento; o segundo, amar ao teu próximo como a ti mesmo. Como é amar o meu próximo como a mim mesmo? Creio que só aprendendo a amar a Deus de todo o coração e entendimento é que conseguirei amar o meu próximo. Cada vez que eu escolho não tomar atitudes de amor para com o meu próximo, estou negando amar a Deus. Podemos dizer que existem dois tipos de amor: 1- o que se amolda segundo à Palavra de Deus e 2- o que se amolda segundo os padrões desse mundo. Cabe a mim escolher sob qual lógica de amor vou basear a minha vida.
Se escolho viver o amor segundo à Palavra, vai doer? Sim, vai. Vai porque esse tipo de amor vai exigir de mim renúncia ao meu querer em favor do querer do outro; vai porque terei que deixar de lado meu egoísmo, meu egocentrismo, meu orgulho, minha lógica do ‘dar e receber’ para olhar para o outro e me colocar em seu lugar. Aliás, o amor segundo à vontade de Deus é o exercício constante de olhar para o outro. Fica a reflexão: o quanto tenho deixado de olhar para mim e tenho olhado para o outro?
Por outro lado, se escolho viver o amor segundo a lógica mundana, é simples: enquanto estiver recebendo do outro o amor, a atenção, o carinho que mereço, eu retribuo tudo isso e está tudo bem. A partir do momento em que me faltar atenção, carinho, amor, paixão etc, eu não amo mais e descarto aquele relacionamento. Afinal, segundo essa lógica eu não preciso me esforçar pelo amor, pois tudo se trata de dar e receber. Havendo isso, há amor. Não havendo isso, não há amor. Se Deus tivesse agido conforme essa lógica do ‘dar e receber’ estaríamos literalmente fritos, uma vez que não teríamos nada a lhe oferecer pra que fôssemos salvos. Cristo nos foi dado por uma atitude de AMOR, nesse caso, traduzido como GRAÇA e a graça é o tipo de amor que faz sem esperar retribuição. É esse o padrão de amor que eu quero viver. Um amor inteiro, não caído, um amor fora do padrão dos filmes e novelas da tv, um amor que seja cristocêntrico. É nisso que acredito, é por isso que lutarei.


Monique Campos